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Câmara dos Deputados: edital previsto para setembro, com mais de 150 vagas

08/09/2026

Radar de concursos da Escola de Discursivas: Câmara dos Deputados

A discursiva Câmara dos Deputados é a prova que decide a vaga, e o próximo edital foi confirmado para este mês. São mais de 150 vagas de Analista Legislativo, com banca Cebraspe. O órgão é a Câmara dos Deputados, em Brasília.

O que já se sabe

O anúncio é de 8 de setembro de 2026 e veio do presidente da Casa, Hugo Motta: a comissão de concursos já encaminhou a contratação do Cebraspe, que organizou os dois certames anteriores, e a previsão é de que o edital de abertura saia ainda em setembro. Serão mais de 150 vagas de nível superior, distribuídas em 11 especialidades de Analista Legislativo, com remuneração inicial anunciada de R$ 30.853,99, o mesmo valor que consta do edital anterior para o cargo de Analista. Este é o terceiro edital do ciclo atual: o primeiro, de dezembro de 2025, já está em fase de nomeações, e o de Policial Legislativo Federal segue em andamento.

As especialidades anunciadas

As vagas se concentram em áreas de apoio ao trabalho legislativo, e todas exigem nível superior:

  • Comunicação Social, nas frentes de Divulgação Institucional, Jornalismo e Relações Públicas;
  • Documentação e Informação Legislativa, com Arquivista e Bibliotecário;
  • Engenharia, nas modalidades Civil, Elétrica, Eletrônica e de Telecomunicações e Mecânica;
  • Museologia;
  • Registro e Redação, voltada ao registro dos trabalhos legislativos.

Os requisitos, as atribuições e a distribuição exata das vagas por especialidade só ficam fechados quando o edital sair. O que já dá para preparar é a escrita, porque ela não muda de especialidade para especialidade.

Como foi a discursiva Câmara dos Deputados no edital anterior

Enquanto o edital novo não sai, a régua honesta é o Edital nº 1, de 30 de dezembro de 2025, o do ciclo em andamento. A banca é a mesma, e o desenho da prova escrita costuma se repetir, ainda que o Cebraspe possa mudar o que quiser no edital novo. No item 9 daquele edital, a prova valia 60,00 pontos e tinha três peças, em 3 horas de duração, aplicadas no turno da tarde do mesmo dia das objetivas:

  • duas questões de até 20 linhas cada, sobre conhecimentos específicos, valendo 15,00 pontos cada;
  • uma peça de natureza técnica de até 50 linhas, também sobre conhecimentos específicos, valendo 30,00 pontos.

Era aprovado quem somasse 30,00 pontos ou mais, ou seja, metade da prova. E era sem consulta: o item 13.21 vedava livro, anotação, impresso, código e legislação, sem nenhuma exceção por cargo.

O corte que elimina antes de a prova ser lida

Aqui está o número que assusta e que quase ninguém olha antes de se inscrever. Pelo item 8.11.5, só tinham a discursiva corrigida os 88 melhores classificados na objetiva em cada lista, por cargo, ou seja, 88 na ampla concorrência e 88 em cada uma das listas de cotas. Quem ficou fora desse corte foi eliminado sem ter a prova escrita sequer lida, mesmo tendo passado das notas mínimas da objetiva, que eram 18,00 pontos em conhecimentos gerais, 27,00 em específicos e 54,00 no conjunto. Para dimensionar: o certame anterior teve mais de 86 mil inscritos, segundo o Estratégia Concursos.

Como a banca corrige

A correção é dupla. O conteúdo é avaliado por pelo menos dois examinadores, e as duas notas só valem se diferirem em até 25% da nota máxima; passou disso, entra um terceiro examinador e vale a média das duas mais próximas. Sobre a nota de conteúdo incide o desconto por erro de língua, proporcional ao número de linhas efetivamente escritas.

E há um detalhe que muda a forma de treinar: o multiplicador do desconto não é o mesmo nas duas peças. Nas questões de 20 linhas a fórmula é NQ = NC menos 3 vezes o número de erros dividido pelo número de linhas. Na peça técnica de 50 linhas o multiplicador dobra, para 6. Ou seja, erro de gramática, grafia ou propriedade vocabular custa o dobro justamente na peça que vale metade da prova. Escrever pouco também não protege, porque o desconto é proporcional às linhas escritas: texto curto e errado é punido duas vezes.

Como foi o certame anterior

O Edital nº 1 saiu em 30 de dezembro de 2025, para Analista Legislativo na especialidade Processo Legislativo e Gestão e para Técnico Legislativo na especialidade Assistente Legislativo e Administrativo, com 35 vagas imediatas e 35 de cadastro de reserva em cada um dos dois cargos. As provas objetivas e a discursiva foram aplicadas no mesmo dia, 8 de março de 2026, nas 26 capitais e no Distrito Federal. O resultado final saiu pelo Edital nº 9 e as nomeações estão em andamento, o que explica a Câmara já estar preparando o terceiro edital do ciclo.

Por que a discursiva decide

Em concurso disputado, a objetiva classifica e a discursiva ordena quem passou. Quem escreve no formato da banca, respondendo exatamente o que o comando pede, sai na frente de quem escreve bonito e genérico. Num certame com corte de correção como o da Câmara, o cálculo é ainda mais duro: a escrita só é lida se a objetiva colocar você entre os primeiros, e é ela que define a ordem de quem chega lá.

Para treinar a discursiva Câmara dos Deputados no formato certo, a escola tem os materiais de escrita e as mentorias abertas, com correção individual.

Resumo do concurso

Órgão
Câmara dos Deputados
Vagas
mais de 150 vagas de Analista Legislativo, em 11 especialidades
Banca
Cebraspe
Discursiva
no edital anterior, 60,00 pontos: duas questões de 20 linhas e uma peça técnica de 50 linhas, sem consulta
Fase
Edital previsto para setembro de 2026

Fontes: Jornalismo EDD, o Edital nº 1 da Câmara dos Deputados, a Folha Dirigida e o Estratégia Concursos. Confira sempre o edital e as retificações no site da banca.

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